Entrevista ao ministro dos negócios estrangeiros do Iémen~ 19 min

Por Jorge Santos

No dia 26 de Abril, o canal Reason 2 Resist publicou uma entrevista a Abdul Wahid Aburas, o ministro dos negócios estrangeiros do Iémen, conduzida pelo jornalista greco-canadiano Dimitri Lascaris.

As respostas do ministro ajudam a esclarecer alguns posicionamentos de política externa do país – desde a relação do Iémen com a causa palestiniana e o Eixo da Resistência até à presente guerra israelo-americana contra o Irão, passando ainda pelas operações executadas em apoio à resistência em Gaza durante o genocídio em curso.

Optámos por traduzir esta entrevista para português para a Guilhotina, pois sabemos que ouvir vozes como esta é fundamental para contrabalançar a narrativa ocidental pró-genocídio, regurgitada até à exaustão pelos nossos media, que ao mesmo tempo silenciam sistematicamente as vozes palestinianas e dos países aliados do Eixo da Resistência.

Vale ainda a pena referir que o primeiro-ministro iemenita, o anterior ministro dos negócios estrangeiros e vários outros ministros foram assassinados em Agosto de 2025 num bombardeamento israelita contra um edifício onde decorria uma reunião do governo iemenita. Abdul Wahid Aburas tomou posse após esse massacre.

Dimitri LascarisDesde que os regimes de Trump e Netanyahu atacaram o Irão, a 28 Fevereiro, o mundo assistiu a extraordinários eventos na sua região da Ásia Ocidental. Dois dos regimes profundamente afetados pela guerra contra o Irão foram a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos (EAU). Ambos estiveram em guerra contra o Iémen por aproximadamente 10 anos, se não mais. Cometeram muitos crimes de guerra no Iémen. Na sua opinião, como vai esta guerra afetar as relações do Iémen com a Arábia Saudita e os EAU?

Abdul Wahid Aburas – Primeiro, relativamente à natureza da guerra contra a República Islâmica do Irão, toda a gente concorda que esta guerra viola a Carta das Nações Unidas, o direito internacional e todos os acordos assinados pelo lado norte-americano. Quando o Irão sofre esta agressão, age de um ponto de vista de autodefesa, sendo forçado a atacar todas as bases e interesses americanos situados na região. Esta guerra revela que o regime saudita e o regime dos Emirados e de outros países do Golfo transformaram os seus países em quartéis militares e bases americanas para atacar terceiros. Eles esperavam que estas bases protegessem os seus regimes, mas o que aconteceu foi o oposto; estas bases nem sequer conseguiram assegurar a sua própria proteção. Consequentemente, estes regimes foram forçados a proteger eles próprios essas bases, e a ser atingidos em resultado dessa actividade. Estes regimes sofreram danos significativos – e mais danos estão por apurar, devido ao papel dos media no seu encobrimento. A nossa leitura é que o regime saudita e o regime dos Emirados, enquanto ferramentas regionais dos norte-americanos, não beneficiaram desta recente batalha. Esperaríamos que estes regimes levantassem as suas vozes de forma clara e explícita, afirmando que a guerra prejudicou os seus países, que os norte-americanos os envolveram nela, e nem sequer os notificaram antes de lançarem esta agressão contra o Irão.

O Iémen, pela sua natureza, está absolutamente determinado em não atacar os povos da região, independentemente das ações do lado norte-americano, e está determinado a garantir que não haverá batalhas nos países da região. Contudo, em última análise, o Iémen tem uma posição clara e explícita: é parte do Eixo de Jihad e Resistência. Como parte deste Eixo, o Iémen está ao lado da República Islâmica do Irão, tal como esteve e está do lado da Palestina, do povo palestiniano e do povo libanês. A nossa posição não mudou, porque aqueles regimes não mudaram as suas políticas; as suas políticas hostis para com o Iémen mantêm-se inalteradas. Eles continuam a implementar a agenda americana no ataque ao Iémen, o último dos quais foi a tentativa, em algumas províncias do leste e do sul, de estabelecer uma base de operações para a entidade israelita inimiga. No entanto, devido ao conflito de interesses entre os diferentes partidos [pró-saudita e pró-Emirados], esse processo foi adiado e planeado de outra forma. A nossa posição, enquanto governo iemenita na capital, Sana’a, sobre estes dois regimes mantém-se a mesma. Toda a gente tem de compreender esta realidade: o regime saudita é totalmente responsável pelo que está a acontecer no país. É responsável por trazer estes partidos para o Iémen, foi quem lançou esta agressão contra o Iémen – anunciada pelo ministro dos negócios estrangeiros saudita desde Washington –, continuou a liderar a chamada “coligação”, e continua a impor um bloqueio económico constante até hoje. O Iémen não ficará de braços cruzados perante os danos causados ao país. Temos muitas “cartas” que podemos jogar para reclamar os nossos direitos, mas a prioridade nesta fase continua a ser confrontar a agressão israelo-americana contra os povos da região.

DLNos últimos dias, o governo do Irão levantou a possibilidade do fecho do Estreito de Bab al-Mandab, que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Aden. Este Estreito é obviamente muito importante para o transporte marítimo global. Nas primeiras fases da guerra genocida de israel contra o povo palestiniano, as forças armadas do Iémen foram bem-sucedidas em fechar o Estreito. As forças armadas do Iémen estão prontas para fechar novamente o Estreito? Se sim, em que circunstâncias o fariam?

AWA – Primeiramente, o fecho do Estreito de Bab al-Mandab não foi um encerramento total. Ao invés, era visado um tipo específico de navio – os navios que se dirigiam aos portos israelitas nos territórios palestinianos ocupados. Houve uma forma de pressão exercida por muitos países ocidentais, liderados pelos EUA e Reino Unido, numa tentativa de convencer o mundo de que o Iémen fechou o Estreito. Na realidade, não houve tal encerramento; muitos navios continuaram a passar. As ações do Iémen, que escalaram progressivamente, foram uma tentativa de parar os crimes genocidas contra o povo palestiniano em Gaza. No estágio atual e no futuro, se houver uma escalada significativa na região, esta “carta” – o Mar Vermelho, Bab al-Mandab, o Mar da Arábia e até onde o alcance das nossas forças se estender – permanecerá em cima da mesa como opção militar, sujeita à avaliação da liderança e à natureza dos desenvolvimentos. O Iémen é parte desta batalha, e as declarações dos nossos irmãos do Irão vêm no contexto da cooperação e coordenação numa só posição coletiva. Em última análise, a decisão é da liderança do Iémen e a sua execução compete às Forças Armadas.

Em todo o caso, que fique claro que o Iémen não vai encerrar o Estreito a toda a gente – nunca. Na eventualidade de alguma escalada, os ataques ficarão limitados aos países agressores e aos que lhes são cúmplices. Contudo, esperamos que a chamada comunidade internacional, especialmente no ocidente, tenha compreendido o que aconteceu no Estreito de Ormuz. Não é interesse de ninguém procurar criar novos problemas no Estreito de Bab al-Mandab. Todos devem pressionar o criminoso Trump para parar os crimes e a agressão contra os povos da região e contra a República Islâmica, para que a situação possa regressar ao que era. Haverá danos muito severos se estes problemas se moverem para o Mar Vermelho e o Estreito de Bab al-Mandab; haverá problemas com as cadeias de abastecimento, os preços da energia e a economia mundial em geral. Sobre a capacidade de prontidão das Forças Armadas do Iémen: o Iémen está mais pronto do que nunca. Beneficiámos de encontros prévios, quer com os norte-americanos e os britânicos, quer com a entidade sionista. Desenvolvemos muitos dos nossos sistemas de mísseis e beneficiámos do estudo dos sistemas de mísseis usados pelo lado inimigo. O nosso estado de prontidão e preparação está no nível mais elevado.

Além disso, quando o Iémen o fez no passado – ou quando o faça no futuro –, estas medidas enquadram-se num contexto de auto-defesa e, por outro lado, têm o objectivo de forçar a paz e a segurança. Existem agentes hostis que tentam impor a sua hegemonia e a escravização das nações através de meios militares. As ações do Iémen são uma tentativa de voltar à situação política da diplomacia, através do entendimento e diálogo mútuos, ao invés de terem como propósito criar caos, problemas globais, ou pressionar a economia global. Isso não é o que pretendemos de todo. Pressionamos com o intuito de estabelecer conceitos de paz e justiça na região e no mundo.

DL Durante as últimas semanas, a Arábia Saudita tem sido incapaz de exportar o seu petróleo pelo Estreito de Ormuz, e para aliviar o problema teve de exportar petróleo através do porto de Yanbu, no Mar Vermelho. Na sua opinião, as Forças Armadas do Iémen têm a capacidade de parar as exportações através do porto saudita de Yanbu? E, se os Estados Unidos e israel continuarem a escalar a guerra contra o Irão, o governo do Iémen considerará bloquear as exportações de petróleo sauditas através do porto de Yanbu?

AWA – O Iémen, como princípio geral, evita infligir danos à economia global, porque muitas nações podem sofrer com isso. Contudo, o regime saudita deve compreender que uma guerra não é uma corrida de camelos, como aquelas a que os sauditas estão habituados. A guerra pode criar circunstâncias que os impeçam de exportar devido a uma série de eventos. A questão não é só o Iémen que os pode atacar; é a região inteira que pode ser consumida em chamas. A entrada directa do regime saudita ao lado dos norte-americanos e sionistas na agressão contra a República Islâmica do Irão causará, inevitavelmente, danos ao regime saudita e à sua economia. As exportações de petróleo serão afetadas de forma geral devido a esta guerra – não apenas devido à posição do Iémen, mas também devido à decisão errada tomada pelo regime saudita. Mesmo que eles tenham apenas providenciado a sua posição geográfica e fundos para o lado americano lançar a agressão, ao entrar diretamente na guerra participando destes crimes, estão a prejudicar o regime saudita e a economia como um todo, seja em Yanbu, no Estreito de Ormuz, ou a Aramco. Os ambiciosos projetos da “Visão 2030”, que os sauditas aspiram concretizar, inevitavelmente sofrerão danos. Esperamos que o regime saudita não se deixe arrastar nesta batalha. Esta é uma batalha norte-americana, é uma batalha sionista – é o sionismo com os seus dois braços, o americano e o israelita. Se os sauditas se deixarem arrastar nela, o preço a pagar será muito elevado – um preço para além do que a economia do regime consegue pagar.

DL Os média internacionais noticiaram que Donald Trump mandou o porta-aviões George W. Bush para a região da Ásia Ocidental, para as águas perto do Irão. Em vez de se deslocar pelo Mar Vermelho, o porta-aviões aparentemente contornou o Corno de África, o que é obviamente uma viagem muito mais longa, para chegar ao Irão. O que acha que isto diz acerca da disponibilidade do exército dos Estados Unidos para confrontar o Iémen?

AWA – A posição que o Iémen transmitiu é que o Mar Vermelho não deverá ser usado pelos americanos para atacar a República Islâmica. Por esta razão, os norte-americanos evitaram passar pelo Mar Vermelho. Eles passaram por essa experiência em confrontos anteriores; houve casos de combates do Iémen contra porta-aviões norte-americanos e mais do que um porta-aviões abandonou a região em resultado desses confrontos diretos. As Forças Armadas do Iémen provaram a sua prontidão e a sua vontade. Consequentemente, os norte-americanos tentaram evitar esse confronto durante esta fase específica, especialmente devido ao facto de ainda estarem a sofrer de uma incapacidade de confrontar os mísseis e drones iranianos. É neste contexto que surge a escolha da rota do Cabo da Boa Esperança.

DL Durante a atual guerra de agressão contra o Irão, um outro porta-aviões dos EUA – o Gerald Ford – teve de ser retirado do Mar Vermelho para reparações. O motivo que o governo dos EUA deu foi que houve um incêndio massivo na lavandaria do navio. Tem alguma informação sobre a verdadeira causa dos danos no porta-aviões Gerard Ford? Acredita que o governo dos EUA está a dizer a verdade acerca do incêndio na lavandaria ou acha que estão a esconder os verdadeiros motivos pelos quais o Gerard Ford teve de ser retirado?

AWA – Acredito que os norte-americanos chegaram à conclusão de que a era dos porta-aviões se tornou uma coisa do passado. Eles não possuem mais a capacidade de acompanhar o ritmo da guerra moderna. Existe hoje uma presença mais forte dos drones, cujo custo é mais baixo, são mais eficazes e causam enorme desgaste. Por isso, por uma questão de princípio, é certo que os sistemas de defesa aérea dos porta-aviões podem ser atacados por drones, permitindo depois que os mísseis os atinjam. No que diz respeito à experiência recente dos nossos irmãos do Irão, não temos informação suficiente sobre este caso concreto. O Iémen tem a sua própria experiência; foram causados danos em mais do que um porta-aviões, e nós temos provas documentais que apresentámos aos media e esse facto foi publicamente reconhecido pelas Forças Armadas dos EUA. Acreditamos que o porta-aviões já não é uma arma eficaz ou influente, e já não possui o mesmo efeito psicológico e moral de antigamente. A guerra moderna agora depende de armas de baixo custo e de poder de fogo massivo. Assim, tal resultado – a retirada do Gerard Ford – era expectável.

DL Desde que israel começou o seu genocídio em Gaza, há dois anos e meio, teve de travar uma guerra em múltiplas frentes, contra a resistência palestiniana, contra o Ansar Allah, contra a resistência iraquiana, o Hezbollah e o Irão – e não derrotou nenhum deles. Todos mantiveram a capacidade de infligir danos sérios a israel. E israel é hoje, sem dúvida, o país mais odiado do mundo. Na sua opinião, israel foi derrotado ou esta é uma guerra em que Israel mantem alguma capacidade de derrotar a resistência?

AWA – No que concerne à guerra lançada pela entidade sionista e o seu parceiro norte-americano, que atacou o povo palestiniano em Gaza, e o genocídio a que este está sujeito, a verdadeira face do sionismo e dos EUA foi revelada. O inimigo israelita foi derrotado moralmente, foi completamente exposto. Quanto ao apoio das frentes de resistência que agiram para apoiar o povo palestiniano – liderados pela frente libanesa, que ofereceu os mais preciosos sacrifícios, assim como a frente iemenita, a frente iraquiana e o apoio significativo da República Islâmica do Irão – a batalha ainda está em curso. Ainda não foi alcançada qualquer vitória militar decisiva por parte de nenhum dos lados. Contudo, a nível estratégico, a entidade sionista foi derrotada. Porquê? israel traçou objetivos para esta guerra e falhou em atingi-los. O principal objetivo era impedir a coesão destas frentes e a “Unidade dos Campos”. Nunca houve uma coesão tão forte entre as frentes do Eixo da Resistência como a que há agora. Em simultâneo, assistimos à desintegração do lado oposto. Vemos um estado de desacordo e divergência até no que concerne aos objetivos americanos e aos objetivos sionistas, ainda que ambos sejam criminosos na sua natureza. Nesta ronda, eles foram derrotados nesta perspetiva: não atingiram nenhum objetivo, enquanto que o Eixo da Resistência triunfou porque emergiu coeso.

É verdade que foram feitos muitos sacrifícios – o que é expectável em guerras de grande dimensão – e a entidade israelita está a tentar reorganizar-se e reagrupar as suas “cartas”, tentando apostar nas ferramentas regionais. Contudo, a diferença consiste na causa que cada um dos lados apoia. Que [causa] carrega o inimigo israelita, e que causa carregam o povo palestiniano e o Eixo da Resistência? A causa palestiniana é uma causa justa, como é testemunhado pelo mundo inteiro – é uma causa humanitária e justa. Já o outro lado é um agressor, um criminoso, que tenta escravizar nações, ocupar terras e roubar riquezas – eles não possuem quaisquer valores. O lado americano até tem exemplos históricos de como os padrões da vitória e da derrota são medidos. Os EUA entraram em várias guerras, incluído a guerra do Vietname. Os norte-americanos cometeram muitos crimes, massacres e genocídios nessa época, mas acabaram derrotados. O povo vietnamita permaneceu firme, recuperou os seus direitos por inteiro e expulsou o exército norte-americano. É isto que a nossa região eventualmente conseguirá, com toda a certeza. A região tem agora uma convicção profundamente enraizada de que a opção pela resistência e jihad é o caminho ideal. A opção da rendição sob o nome da “paz” não representa qualquer solução. Hoje, vemos dois caminhos no Líbano: o caminho da resistência e jihad, que está a ser negociado no Paquistão, em Islamabad, e o outro caminho – o caminho da rendição – que está a ser prosseguido pelo governo do Líbano em Washington. Enquanto o governo libanês se senta à mesa com os norte-americanos, o exército israelita ainda ocupa 5% do território do Líbano e mantém-se determinado em se expandir até ao rio Litani. Da mesma forma, na Síria, vimos que o caminho seguido pelos grupos que governam o país é uma escolha errada; o exército sionista ainda ocupa os montes Golã, e expandiu a ocupação ao Monte Hermon, e agora há incursões em Quneitra e outros lugares, atingindo os campos em redor de Damasco.

Em última análise, aqueles cuja causa é justa inevitavelmente triunfarão, e os povos desta região são quem tem a causa justa. Para acrescentar, o mártir Sayyed Hassan Nasrallah tinha uma frase: “a medida da vitória e da derrota na confrontação com o inimigo neste estágio não é medida por um golpe decisivo, mas antes pelo número de pontos”. Há muitos pontos a favor do Eixo da Resistência e Jihad. Por exemplo, um dos pontos mais importante desta guerra contra a República Islâmica começou com o objetivo declarado de fazer cair o regime; hoje vemo-los a exigir a reabertura do Estreito de Ormuz. Todos os objetivos iniciais desapareceram. Isto é um sinal claro da nossa vitória.

DL As sondagens indicam, de forma consistente, que a maioria dos norte-americanos se opõem à guerra de Trump-Netanyahu contra o Irão e o Eixo da Resistência. Tem alguma mensagem para o povo norte-americano?

AWA – É verdade que há muitos indicadores, mas o problema reside no conceito de “interesse”. Quer isto dizer, a rejeição na sociedade norte-americana é resultado dos seus interesses estarem a ser prejudicados. Não nasce necessariamente dos seus valores. Isto não significa que esse fator não exista – há, de facto, um bom segmento na população norte-americana que rejeita a guerra por razões puramente humanitárias. Porém, as elites em geral, os decisores políticos, os centros de poder e as instituições que controlam o país veem esta matéria de um ângulo de interesses. Perceberam que os EUA estão a ser afetados economicamente e vão sofrer um dano ainda maior. A nossa mensagem para o povo norte-americano é que o regime – aqueles que representam o povo – está a cometer os crimes mais hediondos contra os povos desta região. Há um sentimento de ressentimento que aumenta de dia para dia, um estado de reação a estes crimes; por isso, devem rever as suas políticas. Quem quer que chegue à presidência na Casa Branca será sempre aquele que prometa implementar os maiores projetos para os sionistas. À custa de quem? Dos povos desta região e da sua geografia.

O povo norte-americano tem que perceber que serão eles a pagar o preço; os contribuintes são, em última análise, quem irá sofrer as consequências destas guerras. No final, a região não aceitará um estado de escravidão ou a hegemonia. É verdade que os sistemas norte-americano e sionista conseguiram construir regimes na nossa região, mas estes são um fenómeno temporário que inevitavelmente irá desaparecer. Estão a acontecer eventos muito importantes que irão varrer esses regimes do mapa. Portanto, eles devem rever as suas orientações para passarem a basear-se numa dimensão humanitária, não apenas de acordo com os seus interesses pessoais.

O povo americano tem de perceber que é governado pelo lobby sionista e que a “democracia” é uma mentira histórica que eles irão descobrir, mas só quando já for demasiado tarde.

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