Portugal // A terceira electricidade mais cara da UE

Illustration of power line over sunset.

 

O controlo por grandes grupos estrangeiros das empresas que dominam o fornecimento de electricidade e gás às famílias e empresas em Portugal tem permitido a estes apropriarem-se de enormes lucros à custa de preços muito superiores à média dos países da União Europeia.

Até 2011, o preço da electricidade era inferior à média dos preços dos países da União Europeia em cerca de 8,3%. Com o governo PSD/CDS, a “Troika” e a privatização da EDP e da REN a capital estrangeiro, o preço da electricidade disparou.

Desde a última fase de privatização da EDP, ou seja, a partir da venda de 21,35% do capital social à empresa estatal chinesa Three Gorges, o preço da electricidade aumentou cerca de 72,4%. Portugal é agora o terceiro país da UE com gás e electricidade mais caros.

Pelos 23,57 cêntimos pagos pelos habitantes em 2017 por cada kWh de energia eléctrica, 52% foram para impostos, taxas e outros encargos (onde entram parte dos chamados CIEG, os Custos de Interesse Económico Geral), 25% para pagar a energia propriamente dita e os restantes 23% para os custos das redes.

Para termos uma noção da barbaridade dos preços praticados em Portugal, façamos um pequeno exercício de comparação. Por exemplo, na Holanda, onde o salário mínimo é de 1580 euros, o preço do kWh é de 16 cêntimos. No nosso país, o salário mínimo é de 580 euros e o preço da electricidade é de 23,57 cêntimos por cada kWh.

A partir de 2011, com o governo do PSD/CDS, o preço do gás também disparou. Em 2015 foi superior à média dos países da União Europeia em 47,3%. Registou uma pequena diminuição com o actual governo, mas o preço em 2017 ainda é superior à média da União Europeia por 32,5%.

Right Menu Icon